Fiscalização de Aparelhos de Transporte

30/11/2012 18:55

Apenas um terço dos elevadores de Belo Horizonte teve a documentação fiscalizada pela prefeitura. De acordo com a Secretaria Municipal Adjunta de Fiscalização, em 2011, eram 9.200 equipamentos registrados na capital e somente 2.968 foram verificados pelo órgão, o que representa cerca de 32,2% do total de elevadores. A secretaria ainda não tem o balanço deste ano, mas informou que, no primeiro semestre de 2012, foram contabilizados 11 mil aparelhos na cidade, devido ao crescimento de alguns bairros como o Estoril e o Buritis, ambos na região Oeste.

Para a secretaria, as várias atividades desempenhadas pelos 400 fiscais, que também atuam em outras áreas, como a verificação da poluição sonora e a conferência de alvará de funcionamento dos comerciantes, impedem a totalização do trabalho. "Nós temos uma série de serviços, por isso, pegamos os recursos que temos e trabalhamos com prioridades. Mas temos o desejo de ampliar o alcance da fiscalizaç ão", argumenta a secretária municipal adjunta de fiscalização, Miriam Terezinha Leite Barreto.

Quanto aos elevadores, a prioridade da prefeitura são os equipamentos mais utilizados e os mais antigos. Na avaliação da secretaria, os aparelhos mais novos têm selo de qualidade e uma garantia embutida na instalação.

Mesmo com essa prioridade, alguns prédios na cidade não têm registro de visita da prefeitura nos últimos anos. Esse é o caso do edifício Castelo Branco, no Barro Preto, na região Centro-Sul da capital.
O condomínio existe há cerca de 40 anos e possui três elevadores para atender os 17 andares e os 161 apartamentos. "Nunca recebi a fiscalização do município para os elevadores e trabalho aqui há 20 anos", afirma o síndico, Carlos Eduardo Queiroz.

 

Alessandro Galam que é síndico de quatro edifícios residenciais na cidade também contou que a prefeitura nunca fez a vistoria em nenhum dos prédios. "Eu que, por conta própria, contrato um especialista em engenharia de transporte vertical para verificar se o laudo da empresa está correto".

Em edifícios onde a prefeitura realiza a vistoria com frequência, ainda é possível encontrar usuários que não se sentem seguros. A pedagoga Beth Vasconcelos, 62, que mora há 20 anos no condomínio do conjunto Arcângelo Maletta, construído há mais de 50 anos no centro da capital, diz não ter medo, mas fica incomodada com os problemas dos quatro elevadores que percorrem os 30 andares. "Um dia estraga um, outro dia estraga outro", reclama.

 

*Fonte: Jornal O Tempo, 27/11/2012.